quarta-feira, 7 de julho de 2010

LULA PEDE MUDANÇAS NA CBF!

Do alto da sua popularidade de mais de 70%, o presidente Lula pegou pesado com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira:

“Eu acho que, se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato, a gente trocava” – disse Lula.

Os dois vão estar juntos no camarote vip do estádio Soccer City, neste domingo, na final entre Holanda x Espanha. Imagine a saia justa.

Teixeira, que não é bobo nem nada, fingiu naturalidade, fugiu da polêmica e não respondeu a Lula quando procurado pela mídia. Silêncio absoluto

sexta-feira, 2 de julho de 2010

QUEM ACREDITA NA FOLHA????

Quem acredita ainda na FSP (Força Serra Presidente)?

Por Emir Sader

O jornal que emprestou seus caros para a Operação Bandeirantes, disfarçada de jornalistas, levar a cabo prisões arbitrárias, fuzilamentos sumários de detidos, conduzir os sobreviventes para tortura, para a desaparição, para a morte.

O jornal que considerou a ditadura militar – o mais ditatorial dos regimes, de imposição do terror, o mais antidemocrático – como a salvação do país, pregou sua realização, saudou a ruptura da democracia e a deposição de um presidente legitimamente eleito pelos cidadãos, apoio a ditadura, ajudou a escondeu seus crimes e, mais recentemente, chamou-o de “ditabranda”.

O jornal que publicou uma ficha falsa da Dilma em manchete de primeira página de um domingo. Pego em flagrante, nunca corrigiu sua brutal manipulação.

Uma executiva do jornal declarou que, dada a fraqueza dos partidos da oposição, a imprensa assume o papel de partido da oposição. Isto é, o jornaleco virou boletim de um partido opositor, os jornalistas não são mais jornalistas, todos eles militantes desse partido opositor. A direção, que nunca foi eleita por ninguém, mas designada pela família, o Comitê Central desse partido. O seu diretor, escolhido por seu pai para sucedê-lo na direção da empresa familiar, presidente do partido.

Suas pesquisas são pesquisas internas dos tucanos, feitas por encomenda e atendendo às penúrias do candidato-colunista do jornal, que passeia pela redação do jornal como pela sua casa, dá broncas no que não gosta, nomeia empregados, como a chefe da sucursal de Brasília, nomeada por ele, porque tucana e porque casada com publicitário – ex funcionário da Globo – que codirige a campanha derrotada em 2002 e agora em 2010.

Quem acredita nas pesquisas do Databranda?

Quem compraria um jornal usado da família Frias?

Que lê o Diario Oficial dos Tucanos, com todos os editorais cheios de pluma tucana da página 2?

O povo não é tonto. Com tudo o que eles dizem, apenas 3% aceitam seus argumentos e rejeitam Lula.

Ou será 0%, na margem de erro?

A derrota de Serra e seu vice de ocasião é também a derrota da imprensa das oligarquias familiares, da imprensa mercantil, da imprensa mentirosa e manipuladora, a derrota dos Frias, dos Marinhos, dos Mesquitas, dos Civitas e dos seus associados regionais e internacionais.

Daí seu desespero, daí sua depressão, daí mentiras como essa pesquisa encomendada pelos tucanos e em que nem eles mesmos acreditam.
Otávio Frias Filho (que ocupa o cargo por ser filho de Otávio Frias pai), seus parentes e militantes do seu partido, não conseguem mais ditabrandar em nome do país.

Prêmio Corvo do semestre para Otávio Frias Filho e sua trupe!



(*) “Corvo do Lavradio” foi o nome que Samuel Wainer deu a Carlos Lacerda, o pai de todos os golpistas, cujo jornal, Tribuna da Imprensa, ficava na rua do Lavradio. Lacerda não herdou a Tribuna, porém.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Autogagia cibernética

Josias de Souza

O político profissional não tem medo do escuro. Receia mesmo é a claridade. José Serra subverteu a ordem.
Envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico.
Atônita, a plateia descobriu no imenso telhado de vidro da coligação pró-Serra um inusitado posto de observação.
Até a semana passada, a situação era a seguinte: metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha um vice e o aliado achava que ele estava mentindo.
A outra metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha escolhido o vice e imaginava-se que ele não tinha mesmo um nome.
E Serra estava nervoso porque não sabia se dizia que tinha o vice que ainda não escolhera ou se escolhia o vice e não dizia. E vice-versa.
Súbito, o nome do tucano Álvaro Dias veio à luz do modo mais inusitado: uma nota no microblog do presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ).

CORNO CIBERNÉTICO
Súbito, o DEM, aliado de todas as horas, tornou-se, por assim dizer, um corno cibernético. Reagiu à impudência com alarde.
Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita. Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família.
Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro.
Lançado à oposição por Lula, o DEM (ex-Arena, ex-Frente Liberal e ex-PFL) perdeu prestígio e votos. Mas manteve relativa unidade.
Comparado ao PSDB, uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, o DEM é um partido razoavelmente coerente.
Suas posições costumam ser conhecidas antes que os filiados levantem o braço numa convenção como a que se realizou ontem, em Brasília.
O DEM avisara há dois meses: sem Aécio Neves, o vice de Serra deveria ser preferencialmente de seus quadros.
Dono de estilo “indiocentrista”, Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo.
No Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia.
De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

DILMA NA FRENTE SEGUNDO IBOPE!


Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para a eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira (23) em Brasília, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato José Serra (PSDB) e 9% da candidata Marina Silva (PV). Votos brancos e nulos somam 6%. Não responderam 10% dos entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

sábado, 19 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

Brasil deve cortar pobreza à metade até 2014


Desde o inicio do governo Lula ate 2009 quando houve a crise Mundial o Brasil tinha diminuindo em mais de 50 % os números de pessoas que viviam na linha pobreza. Mas segundo o economista Marcelo Neri chefe do centro de pesquisas da FGV-RJ este numero vem caindo muito rápido.

Hoje, a velocidade da queda do número de pobres é ainda maior, de cerca de 10% ao ano, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-Rio.

"Estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte do que no período entre 2003 e 2008", afirma Neri.

No governo de FHC/ Serra o numero de pessoas pobres aumentava em torno de 8% ao ano, essa é uma das diferenças entre Lula/Dilma e FHC/Serra!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sem rumo

Fidel Castro: No limiar da tragédia

O embaraçoso para o império é que seu aliado conheça, de fontes fidedignas, que o navio foi afundado pelos Estados Unidos. Não existe maneira de eludir esse fato que os acompanhará como uma sombra.

Em outra parte do mundo, as circunstâncias se ajustam igualmente a fatos muito mais perigosos que os do Leste da Ásia e que não podem deixar de acontecer sem que a superpotência imperial consiga formas de evitá-los.

Israel não se absteria de ativar e usar, com total independência, o considerável poder nuclear criado nesse país pelos Estados Unidos. Pensar de outra maneira é ignorar a realidade.

Outro assunto muito grave é que as Nações Unidas tampouco têm alguma maneira de mudar o curso dos acontecimentos e muito em breve os ultra-reacionários que governam Israel se chocarão com a indomável resistência do Irã, uma nação de mais de 70 milhões de habitantes e de conhecidas tradições religiosas que não aceitará as ameaças insolentes de nenhum adversário.

Em duas palavras: o Irã não cederá perante as ameaças de Israel.

Os habitantes do mundo, logicamente, desfrutam cada vez mais dos grandes acontecimentos esportivos, aqueles relacionados com o divertimento, a cultura e outros que ocupam seus limitados espaços de lazer, no meio dos deveres que lhes ocupam grande parte de seu tempo dedicado aos afazeres cotidianos.

Nos próximos dias, o Campeonato Mundial de Futebol que acontecerá na África do Sul lhes arrebatará todas as horas livres de seu tempo. Com crescente emoção, acompanharão as vicissitudes das personagens mais conhecidas. Observarão cada passo de Maradona e não deixarão de lembrar o instante do espetacular gol que decidiu a vitória da Argentina num dos clássicos.

Novamente outro argentino vem surgindo espetacularmente, de estatura baixa, mas veloz, que aparece como raio e, com as pernas ou a cabeça, dispara a bola à velocidade insólita. Seu sobrenome: Messi, de origem italiana, já é bem conhecido e mencionado por todos os fanáticos.

A imaginação deles é levada até o delírio quando chegam as imagens dos numerosos estádios onde ocorrerão as competições. Os projetistas e arquitetos criaram obras jamais sonhadas pelo público.

Aos governos que sempre estão reunidos para cumprir as obrigações que a nova época impôs sobre seus ombros, o tempo é curto para conhecerem a imensa quantidade de notícias que a televisão, o rádio e a imprensa escrita divulgam constantemente.

Quase tudo depende exclusivamente da informação que recebem dos seus assessores. Alguns dos mais poderosos e importantes Chefes de Estado, que tomam as decisões fundamentais, costumam usar os telefones celulares para se comunicar diariamente entre eles várias vezes.

Um número crescente de milhões de pessoas no mundo vive apegado a esses pequenos aparelhos sem que ninguém saiba qual o efeito que terão na saúde humana. Dilui-se a inveja que deveríamos sentir por não ter desfrutado dessas possibilidades em nossa época, que se afasta pela sua vez velozmente em muito poucos anos e quase sem dar-nos conta.

Ontem, em meio à voragem, foi publicado que possivelmente hoje Conselho da Segurança das Nações Unidas poderia votar uma resolução pendente para decidir se é imposta uma quarta rodada de sanções ao Irā, por negar-se a parar o enriquecimento do urânio.

O irônico desta situação é que se fosse Israel, os Estados Unidos da América e seus aliados mais próximos diriam logo que Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e vetariam a resolução.

No entanto, se o Irã é acusado simplesmente de produzir urânio enriquecido até 20%, é solicitada imediatamente a aplicação de sanções econômicas para asfixiá-lo e é óbvio que Israel atuaria como sempre, com fanatismo fascista, igual como fizeram com os soldados das tropas de elite lançados de helicópteros, em horas da madrugada, sobre os que viajavam na flotilha solidária, que transportava alimentos para a população sitiada em Gaza, matando várias pessoas e ferindo dezenas que foram depois presas juntamente com os tripulantes das embarcações.

Logicamente tentarão destruir as instalações onde o Irã enriquece uma parte do urânio que produz. Também é lógico que o Irã não se conformará com esse tratamento desigual.

As conseqüências dos enredos imperiais dos Estados Unidos poderiam ser catastróficas e afetariam a todos os habitantes do planeta, ainda mais do que todas as crises econômicas juntas.


Fidel Castro
8 de Junho de 2010

Novo formato do Fantástico é estimulante...



De sono!

domingo, 6 de junho de 2010

Dantas está no centro da campanha eleitoral!!!

Zé Ladeira foi à Paraíba e se encontrou com um ex-governador tucano cassado por comprar voto; com o pai deste, outro ex-governador acusado de tentar matar a tiros um adversário político; e um senador do DEMO investigado pela Polícia Federal.

Depois, disse que, se fosse eleito (porque não será, já que o Vesgo do Pânico tem mais chance do que ele), criaria escolas profissionalizantes para quem saísse do Bolsa Família.

O Presidente Lula já fez isso, com o programa “Próximo Passo” .

Ou seja, Zé Ladeira está a ponto de se apropriar de programas alheios, como tentou fazer com o combate à AIDS e os genéricos.

Serra na Paraíba, ainda segundo o Estadão, disse que a revelação de que Amaury Ribeiro Jr tem quase pronto um livro sobre “os porões da privataria”

Como o PiG (*), Serra tenta misturar alhos com bugalhos
Uma coisa é o Lanzeta, a briga do PT, o dossiê dos aloprados, o dossiê do Paulo Renato de Souza, o dossiê contra o Tasso Jereissati, o dossiê contra a Roseana Sarney, que culminou na Operação Lunus.

Como diria o sábio Juarez Soares, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Nem Heidegger foi tão fundo !

Uma coisa é a blindagem do Serra.

Outra coisa é o desembarque de Daniel Dantas no centro da campanha presidencial (Dantas é aquele passador de bola apanhado no ato de passar bola).

Trazer de volta ao debate público a privatização dos telefones do Farol de Alexandria.

A privatização da Vale, que o Zé Ladeira defendeu com unhas e dentes.

O Amaury Ribeiro Junior deve ter informações preciosas sobre a privatização da Vale e a virtuosa relação que, aí, se estabeleceu entre Ricardo Sérgio de Oliveira –que tinha sido gerente financeiro de campanhas de Serra e FHC – e o empresário Benjamin Steinbruch.

Amaury Ribeiro Junior deve contar com detalhes como se deu a ligação – sem trocadilho – entre Ricardo Sérgio de Oliveira, o Banco do Brasil, a Previ e a privatização dos telefones, e que resultou na transformação de Daniel Dantas – o passador de bola apanhado no ato de passar bola – no “brilhante” a que se refere Fernando Henrique, em entrevista ao Kennedy Alencar.

O Conversa Afiada recebe com alegria a notícia de que Daniel Dantas se instalou no centro desta campanha presidencial sem a menor graça.

Sim, porque a Dilma se encaminha para ganhar no primeiro turno, com a consolidação dos números que chegam de Minas e do Rio onde o Serra terá os votos do Aécio e do Gabeira, respectivamente.

Dantas espalhou um câncer na República.

Um câncer que saiu da cápsula e se instalou no Executivo, no Legislativo e no Judiciário (**).

A campanha presidencial de 2010 deveria ter uma função purificadora: extirpar o câncer.

Se depender deste ordinário blogueiro, assim será.


Paulo Henrique Amorim


Em tempo: ainda nessa temporada paraibana, Zé Ladeira acusa o Governo Federal de não “mergulhar fundo no problema do tráfico de drogas”. Interessante, quando foi preso, um especialista na matéria, o colombiano Abadia, disse que a melhor forma de combater o tráfico na São Paulo do Zé Ladeira era fechar a delegacia de combate ao tráfico, o Denarc. Quem o Zé Ladeira pensa que engana ? Ou ele nunca governou (e governa) São Paulo ?

(*) PiG: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A LEI ELEITORAL É HIPÓCRITA!!!


No Brasil, rico não vai para a cadeia.

A lentidão da Justiça é para beneficiar os ricos.

O poder de entrar com recursos é para ajudar os ricos.

Rico não usa algema.

Negro não vai a restaurante chic.

Garçom negro não trabalha em restaurante chic.

Negro só entrou na universidade com o ProUni.

No Brasil ainda tem trabalho escravo.

Tem gente que ousa dizer que o Brasil não é racista.

Quando o Lula fez o Bolsa Familia para dar comida aos pobres, disseram que é o “Bolsa Malandragem”.

Tres familias controlam os meios de comunicação – são os que falam em “Bolsa Malandragem”.

Nessa pseudo-democracia, só quem tem liberdade de expressão são os donos da “liberdade de imprensa”.

A Globo tem 50% da audiência e, com isso, controla 70% da publicidade em tevê, que é 50% de toda a publicidade do país.

A rádio-difusão no país se regula por uma lei de 1961, quando não havia televisão.

O Brasil é o único país da Operação Condor que perdoou os torturadores.

No Brasil, o candidato gasta quanto quiser para se eleger.

E ainda dizem que o Brasil é uma democracia.

Uma das poucas coisas democráticas do Brasil é o horário eleitoral gratuito.

É quando o partido trabalhista pode, teoricamente, enfrentar o poder da grana do partido conservador.

Todo mundo sabe, desde sempre, que o Serra é candidato.

Que usou – e usa – a grana do povo de São Paulo para se eleger.

Serra chegou a anunciar água da Sabesp no Acre.

E a Justiça Eleitoral ?

Caluda !

Todo mundo sempre soube que a Dilma é candidata do Lula.

(Menos o Ciro, talvez.)

Que o Lula não é a Bachelet e não vai deixar os conservadores tomarem o poder, para vender o Bolsa Familia à Wal Mart e o pré-sal aos clientes do davizinho.

Todo mundo sabe.

E fica essa pseudo-democracia do PiG (*) a falar em “pré-candidato”.

Essa pseudo-democracia do PiG (*), que, como diz o Emir Sader – é o maior obstáculo à vitoria acachapante da Dilma.

Esse PiG (*) que endeusa os magistrados que dizem o que ele quer.

Juízes que dão HC a passador de bola apanhado no ato de passar bolsa, em nome da Democracia !

E o TSE a perseguir a Dilma e o Lula, em nome dessa pseudo-democracia.

E deixa o Serra solto.

Pura hipocrisia.

Para fingir que o Brasil é uma democracia.

Para ocupar as páginas do PiG (*).

E derrubar o regime trabalhista com um golpe branco (“democrático”).

Sem precisar ir às urnas.

O Brizola Neto, que re-lançou a campanha da legalidade: eleição se ganha no voto.

Honduras, que tal ?

Esse pessoal pensa que o Lula é o Zelaya.

Não é, Feijóo ?

Paulo Henrique Amorim

*PIG- PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Das Kapital: Novo álbum do Capital Inicial lembra "O Capital"de Karl Marx


Por Dinho Ouro Preto

Há anos, um produtor sugeriu que chamássemos um disco nosso de 'Das Kapital'. Discutimos muito e achamos que dar um nome em alemão, tirado de uma obra escrita por um pensador do século 19, seria mal recebido ou não compreendido pelos fãs. Acabamos escolhendo outro nome (muito pior), mas a ideia nunca saiu da minha cabeça. Passados alguns anos, eis que a oportunidade se apresentou mais uma vez --e desta vez não hesitamos.

Reunir o nome Capital Inicial com o título do mais importante livro de Marx e, ainda por cima, fazer as fotos da capa na Bolsa de Valores, nos pareceu uma piada irresistível. Uma coisa mais pra Groucho do que pra Karl... Mas, embora o humor tenha servido de inspiração, a combinação entre o título, nosso nome e a foto, serve também de pretexto para uma pequena discussão sobre valores. O Marxismo, para leigos como eu, parece hermético. Mas, simplificando o que não pode nem deve ser simplificado, é algo assim:

A luta de classes é o resumo da História. O trabalho é explorado pelo capital. O capital deve ser substituído pelo Estado. O Estado permite que um só partido represente o trabalho. O coletivo supera o pessoal. Todo valor individual é inferior aos interesses do partido, e a ditadura do proletariado é o caminho da redenção. Os meios de produção e a propriedade privada seriam abolidos e passariam às mãos do Estado. Assim pensava Marx no século 19.

Curto e grosso: o nêmesis do capitalismo. Posteriormente, as ideias dele foram complementadas por outros pensadores como Engels e Lenin. É claro que essa é uma versão para crianças, a obra do Marx, ainda hoje motivo de discussões, é muitíssimo mais complexa. Mas o fato é que o mundo mudou muito. No século 21, as coisas tomaram outro rumo, um rumo impossível de ser previsto há mais de cem anos. Mas esse não é o assunto em pauta, não tenho a erudição necessária para discutir Marx, eu reconheço, nossa intenção não era debater Marxismo. Acho, aliás, que a maioria das pessoas que falam em seu nome também não têm, mas esse pode ser tema pra outro texto...

A capa foi muito mais uma brincadeira com um assunto sério. Mas o fato é que quando nos debruçamos sobre a arte final da capa, começamos a pensar no que colocaríamos no painel digital das cotações atrás de nós. Aliás, vale dizer que tivemos que montar o resultado final com ajuda do computador, já que a Bolsa não nos deixou fotografar lá dentro. Talvez tenham achado que fôssemos marxistas...

Começamos, então, a nos divertir com possíveis cotações para "ações" imaginárias. Pensamos em valores como liberdade religiosa, liberdade de imprensa, liberdade de costumes, sustentabilidade, boa governança, felicidade, esperança, confiança, sexo, diversão... e por aí foi! Até o rock entrou na conversa das cotações. Claro, foi uma viajada boa, mas o fato é que começou uma conversa sobre valores --não se esqueçam onde estamos na capa: a própria Bolsa de Valores.

Valorizar a liberdade não é nenhuma novidade --gregos, romanos, ingleses, franceses e americanos, para citar só alguns, escreveram a respeito, fizeram revoluções em seu nome e reafirmaram sua importância em suas Constituições. Aliás, ela é regulamentada também na nossa Constituição. Mas, hoje, parece que o conceito tem outras implicações. Nunca houve uma era com tamanha quantidade de informação, onde o acesso a ela fosse tão imprescindível quanto oxigênio.

Crianças aprendem a usar a internet aos cinco anos. ONGs representam todos os possíveis grupos de protesto, proteção ou afirmação que alguém puder imaginar. Qualquer minoria ou grupo que se sinta marginalizado consegue se fazer ouvir, ouvimos uma cacofonia de valores muitas vezes conflitantes. Essa, talvez, seja a definição da nossa era: o acesso de todos a um megafone. O motor disso tudo é a liberdade, mas a liberdade em si parece ser um meio e não um fim: é um meio para manifestar, proteger, lutar pelos direitos e valores de cada um.

Nessa confusão de vozes ninguém está certo ou errado, cada um defende o seu. No entanto, o que fica claro é que somos todos muito diferentes e ninguém quer, contra sua vontade, submeter-se aos valores de ninguém. E, lentamente, parece que estamos entendendo que a era das verdades absolutas terminou, para o horror de muitos --entre eles a extrema direita, a extrema esquerda, a Igreja e muitos outros.

Todos estão aprendendo que serão obrigados a conviver com pessoas muito diferentes. Todo dogma é contestado, toda convicção é posta em dúvida, toda causa tem prós e contras, todos os valores tem seguidores e detratores. Enfim, se fosse possível medir a variação de apoio e protesto a essas ideologias, ideias ou emoções do mundo atual, poderíamos criar uma Bolsa imaginária, a BNV - Bolsa de Novos Valores. Com vocês, "Das Kapital"


Bolívia rechaça acusação de Serra

O Ministério de Exteriores da Bolívia rejeitou nesta quinta-feira “enfaticamente” a acusação do pré-candidato brasileiro José Serra (PSDB) de que o governo do presidente Evo Morales é “cúmplice” do narcotráfico.

Um comunicado oficial qualifica de “inescrupulosas” as palavras pronunciadas na quarta-feira pelo pré-candidato do PSDB e acrescenta que são “atribuíveis provavelmente a intenções político-eleitorais de absoluta incumbência de sua candidatura”.

A chancelaria boliviana lembra que os dois países realizam “ações conjuntas na luta contra o flagelo do narcotráfico” e que Morales ratificou seu compromisso contra as drogas.

Do Blog do Nassif


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mortalidade infantil

Hontem, 25 de Maio o Estadão publicou uma matéria que mostra a retração da mortalidade infantil nos últimos 20 anos. A diminuição foi 52% entre 1990 e 2010.

"A taxa anual de redução entre 1970 e 2010 foi de 4,8%, apontou o estudo. Se continuar nesse caminho, o País tem chance de atingir antes de 2015 uma das metas do milênio: reduzir em dois terços a mortalidade infantil."

Aparentemente não há nada de errado com esta notícia.

Ainda que, dito dessa maneira, o texto confirme o discurso do presidenciavel José Serra, que afirma ser o governo Lula a continuidade do governo Fernando Henrique Cardoso até mesmo nas questões sociais. É natural que, como Serra foi ministro da saúde durante o segundo governo de FHC, o jornal pretendesse colher para ele os louros dessa conquista.

Entetanto, logo abaixo do corpo desta matéria no site do Estadão, um leitor postou o seguinte comentário:

A notícia divulgada dessa maneira é enganosa, pois omite fatos e tenta proteger Serra, vejam dados corretos abaixo:

Em 1980 a taxa era de 85,7%,

Em 1985 a taxa era de 68,6%

Em 1990 a taxa era de 47,8%,

Em 1995 a taxa era de 38,4%,

Em 1999 a taxa era de 34,6%,

Em 2002 a taxa era de 35,87,

Início 2010 a taxa é 19,88%.

Podemos ver que:

1 – A taxa de mortalidade infantil teve forte redução antes de FHC,

2 – A taxa de mortalidade infantil ficou estagnada no primeiro governo FHC

3 – No segundo governo FHC, em que Serra foi ministro da saúde, a taxa de mortalidade infantil AUMENTOU, (Único período na História que isso ocorreu)

4 – Depois de 2003, no govermo Lula, a taxa de mortalidade infantil voltou a cair de forma acelerada e consistente, tendo ocorrido uma redução 44,58%, entre 2002 até início de 2010.

Assim entendo que, a notícia dessa forma, está apenas tentando encobrir o desastre que foi o governo FHC e especialmente a gestão Serra na saúde.

Veja no site do Estadão


terça-feira, 25 de maio de 2010

Como ‘Una fuerte apuesta en el futuro’ vira ‘Onda de pessimismo’


Hoje se celebram na Argentina os 200 anos da Revolução de Maio de 1810, data que marca o início da luta que culminou, depois de uma cruenta guerra, com a independência do país em 1816.

Sexta-feira começaram as celebrações oficiais, que terminam hoje com um espetáculo do grupo de teatro Fuerza Bruta, que promete cerca de 2 mil pessoas em cena e 19 carros alegóricos contando a historia do Bicentenário.

Sábado e domingo, mais de um milhão de pessoas se reuniram na Avenida 9 de Julho para prestigiar os concertos de música latino americana, rock, folclore e tango. Em numero, o encontro é comparável somente com a campanha eleitoral de Raul Alfonsín, em 1983, que marcou a volta da democracia no país.

Durante o dia, milhares de pessoas também compareceram para ver os desfiles das províncias e dos países convidados, bem como para visitar os enormes pavilhões. E assim foi nos quatro dias, mesmo com chuva. Para completar, a reabertura do Teatro Colón foi impressionante e a seleção ainda goleou o Canadá!

Conto isso porque, depois de um fim de semana em que vi muita gente comemorando, fiquei intrigada com a matéria publicada pelo O Estado de São Paulo e distribuída pela Agencia Estado ontem.

Não tinha nenhuma linha sobre a festa e o título era “Onda de pessimismo atinge a Argentina”.

A matéria é assinada pelo jornalista Ariel Palácios, do qual sou leitora e admiradora, especialmente pelo seu bom humor e abundância de dados. Desta vez, porém, não compartilho com ele o mesmo ponto de vista.

É o seguinte. O jornal Clarín publicou domingo uma pesquisa mostrando como os argentinos se vêem hoje e o que pensam da vida cotidiana, da democracia e do futuro.

O levantamento tem 15 itens, mas o eixo da matéria do Estadão é especialmente um, o que trata da expectativa para o futuro. Para este quesito, Clarín – diário do grupo mais opositor ao governo de Cristina Kirchner – elegeu como título “Uma forte aposta ao futuro do país”.

De acordo com o jornal, as respostas apontam que, mesmo com as crises, o Bicentenário encontra o país com otimismo. “Mais de 56% acreditam que em dez anos teremos um país com uma economia em crescimento, moderno e integrado ao mundo”. Em 2000 esse índice era de 33%.

Tanto é que o desejo de ir-se do país baixou muito. Pela pesquisa, 78% das pessoas não iriam morar em outro lugar, mesmo se pudessem. E 59% acreditam que a melhor opção para seus filhos também é ficar na Argentina.

A matéria do Estado preferiu ver o outro lado e dizer que para 27% dos entrevistados as condições de vida na Argentina não mudarão em nada no futuro. E que “uma de cada quatro pessoas acredita que a melhor alternativa para seus filhos seja ir embora do país”.

Matérias assim reforçam minha impressão de que, em geral, na mídia brasileira pinta-se um quadro excessivamente ruim e pessimista da Argentina, que não confere com o que se vive no dia a dia.

A economia da Argentina está crescendo num ritmo muito rápido (8,1% em marco), a colheita é recorde, o consumo explodiu, o turismo está em alta e o custo de vida ainda é mais baixo que o do Brasil. É verdade que boa parte desse crescimento é fruto das distorções microeconômicas existentes e não se sabe se será sustentado. É preciso esperar.

Trocando em miúdos, não quer dizer que não haja problemas (há um monte, aliás, para um país que esta tentando sair do default) mas não está esse baixo astral que se vende no Brasil! Não acredito que o país tão amargurado e pessimista que o Estadão vê, comemoraria o Bicentenário com a emoção que eu enxergo.

Creio, como dizem aqui, “que me quedo con los que ven el vaso medio lleno”. Nem que seja pela teimosia de acreditar.

Gisele Teixeira é jornalista e escreveu para o Blog do Favre.