quinta-feira, 19 de junho de 2008
A inescrupulosa ofensiva da direita
abraço,
Fernanda
NOTA DO MST- RS
Amigos e Amigas da luta pela terra,
Enviamos abaixo a Nota divulgada sobre os despejos ocorridos ontem em Coqueiros do Sul, em duas áreas que estavam cedidas às famílias acampadas. Gostaríamos de alertá-los que já existem pedidos do Ministério Público para despejo dos acampamentos de São Gabriel (de uma área que é pré-assentamento) e dos acampamentos de Nova Santa Rita e Pedro Osório, que estão em áreas de assentamento. Estes pedidos já se encontram com Juízes das respectivas Varas e poderão ser executados a qualquer momento.
Contamos com seu apoio neste momento de repressão, não apenas ao Movimento Sem Terra, mas ao conjunto dos movimentos sociais,
Um forte abraço e boa luta,
Coordenação Estadual MST-RS
UMA AÇÃO ORQUESTRADA CONTRA OS MOVIMENTOS SOCIAIS
Métodos e Argumentos do Ministério Público e da Brigada Militar ressuscitam a Ditadura Militar no Rio Grande do Sul.
No dia de ontem (17/06), centenas de famílias de trabalhadores Sem Terras foram despejados de dois acampamentos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul no município de Coqueiros do Sul. A duas áreas pertencem a pequenos proprietários e estavam cedidas para a instalação das famílias. Os Barracos e plantações foram destruídos, além das criações de animais, que foram espalhados, para que as famílias não pudessem leva-los. Cumprindo ordens do Poder Judiciário, as famílias foram jogadas à beira da estrada em Sarandi no final da tarde.
É preciso lembrar que este acampamento a beira da estrada para onde foram levadas, é o mesmo local de onde foram despejadas há um ano. Até quando estes trabalhadores vão permanecer lá? Quanto tempo levará até o próximo despejo?
O despejo de ontem não se trata apenas de mais um ato de violência e intransigência da Governadora Yeda Crusius e da Brigada Militar. Há um nefasto projeto político em curso no Rio Grande do Sul, envolvendo a proteção dos interesses de empresas estrangeiras, que são também grandes financiadoras de campanha, a supressão de direitos civis e a repressão policial. A ação faz parte de uma estratégia elaborada pelo Ministério Público Estadual para impedir que qualquer movimento social possa se organizar ou manifestar-se. Juntos, o Ministério Público Estadual e a Brigada Militar ressuscitam os métodos e práticas da ditadura militar, ameaçando qualquer direito de reunião, de organização ou de manifestação.
Na ação civil que determinou o despejo ontem, os promotores deixam claro sua inspiração pelo golpe militar de 1964, ao lembrarem que o golpe que restringiu as liberdades civis no Brasil, “ pacificou o campo”.
O despejo de uma área cedida, a ameaça de multa a seus proprietários se voltarem a apoiar o MST e as promessas de que novos despejos ocorrerão nos acampamentos em São Gabriel (num pré-assentamento), em Nova Santa Rita e em Pedro Osório (ambos em áreas de assentamentos) são decisões autoritárias que ameaçam não apenas o Movimento Sem Terra, mas estabelecem uma política de repressão para todo e qualquer movimento social.
Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais são perseguidos e criminalizados, não se vê nada para recuperar os R$ 44 milhões roubados dos cofres públicos para o financiamento eleitoral no esquema do DETRAN.
Da mesma forma, quando grandes empresas estrangeiras criam empresas-laranjas e adquirem terras ilegalmente no Rio Grande do Sul, que somente agora foram indeferidas pelo executivo, não se vê nenhuma ação do Ministério Público, judiciário ou do executivo estadual.
No ano passado, após a Marcha à Fazenda Guerra, o Ministério Público propôs um termo de ajuste onde o Poder executivo federal assumia o compromisso em assentar mil famílias até o mês de abril deste ano. Nos causa estranheza que não hajam mais cobranças do Ministério Público para o cumprimento do acordo, que este mesmo poder propôs. E ainda, que agora decrete o despejo das famílias, que poderiam estar assentadas e produzindo alimentos, caso o mesmo acordo tivesse sido respeitado.
Há interesses que ainda se encontram ocultos nas ações desta semana e nas medidas que o MPE anuncia. O certo é que a volta dos regimes autoritários e repressivos, a serviço de interesses obscuros, ameaça a todo o povo gaúcho.
Coordenação Estadual MST - RS
Na Contramão
domingo, 15 de junho de 2008
Maria Lucia Amary solicita promoção "post mortem" a oficial da PM envolvido com a repressão no regime militar de 64
Recentemente lembramos os 40 anos da promulgação do AI-5, que promoveu o endurecimento da repressão militar do golpe de 64, levando o Brasil a um regime de terrorismo de Estado. Passadas quatro décadas ainda não sabemos o número exato de pessoas assassinadas e turturadas. Milhares de pessoas carregam no corpo feridas que a lembrança não deixa cicatrizar.
A Lei de Anistia (1979) na prática, permitiu a todos os oficiais da PM e do Exército escapar de um julgamento por seus crimes. Eles estão todos soltos gozando de uma pesada aposentadoria e aqueles que já embarcaram para as profundezas de Hades, puderam ainda deixar uma gorda pensão vitalícia para suas filhas.
Só recentemente o Estado assumiu sua responsabilidade e com o governo Lula, as vítimas começaram a ser indenizadas.
Na contramão da história política recente, a deputada sorocabana Maria Lucia Amary (PSDB), junto com o deputado Sérgio Olímpio Gomes (PV), esta solicitando ao governo do estado a promoção “post mortem” do Cap. da PM Alberto Mendes Junior ao cargo de Coronel, para que suas filhas possam receber a pensão de R$ 5.500,00. Alberto Mendes era um oficial da repressão, morto em combate com a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) no Vale do Ribeira.
A deputada Maria Lucia Amary pertence a um partido que tem a social democracia no nome, mas parece ter saudades do regime ditatorial.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Fala baixo que eu sou cego e não surdo
Certa vez eu andava pelo centro de Sorocaba e, ao passar por uma cabine de telefone, um moço deficiente visual pediu que eu lesse um número de telefone num cartão, querendo ajudar e ir além, peguei o cartão de sua mão e teclei eu mesmo o número no orelhão, por distração ou falta de coordenação motora teclei errado, eu havia falado o número e o moço então pegou o telefone da minha mão e me deu uma lição - teclou três vezes mais rápido do que eu, e certo.
Na Biblioteca Municipal trabalha um senhor chamado Carlos (deficiente visual), o famoso Carlão, conhecido de muita gente, ele se desloca rotineiramente por toda a cidade, utiliza transporte público, estuda, bate papo, enfim...
Hoje, entre um capítulo e outro de um obscuro livro de Hegel, resolvi esfriar a cabeça e sair da biblioteca. Fui pro jardim fumar um cigarro e dali, pude avistar de longe o Carlão chegando pra trabalhar, havia descido do ônibus e vinha lá tranqüilo caminhando, quando de repente, um homem muito bem intencionado se ofereceu para ajudá-lo e começou: “direita” “em frente” “esquerda” “não, direita” “em frente, mas cuidado”, “ai, não não ali”. Resultado, ele tropeçou em tudo quanto foi degrau e bateu em quase todos os obstáculos. Sozinho ele faria o caminho tranquilamente.
Lembrei de imediato do comediante e também deficiente visual Geraldo Magela ( "o ceguinho" ): “fala baixo seu burro, que eu sou cego e não surdo!”
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A contradição social na música de Marcondes [Falcão] Maia
Nesse simples verso ele desnuda a estrutura social e expõe o cerne de um pensamento libertário e moderno. De um lado, temos três elementos agrupados, respectivamente o padre, o menino e o jegue. Que seriam esses elementos, aparentemente tão díspares, para estarem agrupados? Simples: o padre representa a tradição (clero secular), o menino a família (o fruto de uma relação estável), e o jegue a propriedade (a posse, ainda que modesta). Não escapou à nenhum leitor que chegamos assim à TFP - Tradição, Família e Propriedade, uma sociedade que prega valores conservadores.
Mas o que se opõe a isto?
O pneu de caminhão: a máquina, a modernidade, o progresso, a indústria. Contra o Brasil que anda no lombo de burro, o caminhão!
Por Renato
quinta-feira, 5 de junho de 2008
A Saga da Imigração
Apesar de ser sansei, ou seja, da terceira geração, era ainda, para mim, uma história desconhecida. Pesquisei sobre os motivos que fizeram com que os japoneses saissem da terra do sol nascente em busca de trabalho no Brasil, sobre os choques culturais, a difícil adaptação nas lavouras de café e finalmente a conquista da autonomia com a aquisição de terras para cultivar e diversificar suas próprias lavouras, longe dos berros dos fiscais das fazendas.
Quem tiver interesse, já está nas bancas a edição nº 3 (Revista História Viva. Especial Japão 3).
"Eles vinham ocupar as terras inexploradas do país, nas lavouras de café que estavam em expansão no estado de São Paulo. Viajavam em famílias de pelo menos três pessoas aptas ao trabalho (não importando idade ou sexo), de acordo com as exigências firmadas entre os governos brasileiro e japonês. A exigência brasileira era decorrente da experiência anterior do país com os imigrantes italianos, que fugiam das fazendas sem cumprir seus contratos, acreditavam as autoridades, por serem solteiros".
(trecho de "A exploração do trabalho nos cafezais", História Viva. Edição Especial Japão nº 3, pág. 26.).
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Sorry Periferia
Tal Marx, tal Lula
Num manuscrito titulado O salário, de dezembro de 1847 - na verdade, o rascunho das conferências que proferiu na Associação Operária de Bruxelas -, Karl Marx anotou: "A diminuição dos impostos não favorece em nada aos operários; no entanto, seu aumento os prejudica. O que tem de bom o aumento dos impostos nos países desenvolvidos desde o ponto de vista burguês é que arruina os pequenos camponeses e proprietários (artesãos etc.), lançando-os à classe operária".
Portanto, pode haver um lado bom nas manobras realizadas na Câmara para criar um novo tributo, chamado de Contribuição Social para a Saúde (CSS), com alíquota de 0,10%: a proletarização do pequeno e médio empresário, se a história, mais uma vez, der razão ao criador do socialismo científico.
domingo, 25 de maio de 2008
José Saramago e Blindness
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Inversão de prioridades: nova unidade do SESC de Sorocaba custou o dobro do que custou o campus da UFSCAR na cidade.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Único amor é hipocrisia

Danielle, mulher de François Mitterrand, escreveu ao povo francês depois das muitas críticas que recebeu por ter permitido que a amante do marido e a filha dos dois participassem da cerimônia fúnebre.
A carta, como diz o comentário anônimo que circula pela internet, “é um auto-de-fé no amor, na elegância, na generosidade e na lealdade a quem se ama”.
Veja a carta:
“Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente.
Não somos o centro amorável do mundo do outro. É preciso aceitar, também, outros amores que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d’água que se incorpora ao nosso lago.
É preciso viver sem mesquinhez, sem um sentido pequeno, lamacento, comum aos moralistas, aos caluniadores, aos paranóicos azedos que teimam em sujar tudo.
Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas, fragilidades, divisões e pequenas paixões.
Isso é amar por inteiro e ter confiança em si mesmo.”
Danielle Mitterrand está com 83 anos.
fonte: blog do Favre
terça-feira, 20 de maio de 2008
E a Luta, Como Vai?
Ontem, em razão da comemoração do Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18 de maio), o vereador Dr. Antonio Sérgio Ismael (PT) convocou uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Sorocaba, às 19h.
Compuseram a mesa representantes da Prefeitura, do Movimento Nacional, de Hospitais de Sorocaba e de associações em geral. Participaram do debate, também, trabalhadores da rede municipal de saúde mental, estudantes e professores universitários.
Impossível ignorar que houve uma certa polarização no debate. De um lado, pessoas que acreditavam na luta, apesar de todas as dificuldades (incluindo a falta de verba), de outro, os que achavam que estava tudo errado, que primeiro os hospitais precisariam de muita verba para se estruturarem, para depois trabalhar na re-inclusão dos pacientes na sociedade.
As explanações ficaram um pouco restritas a estatísticas, mas felizmente, no debate, o assunto se enriqueceu. A Profª Drª Valéria Lisboa, psicóloga e professora universitária (inclusive minha), lembrou que um detalhe importante era discutir-se o que era normal ou patológico. Contou que nos últimos anos aumentou drasticamente a prescrição de fluoxetina na rede pública; disse que era importante, acima de tudo, levar o debate da humanização para a formação acadêmica dos profissionais da saúde, para que a luta não vire uma simples burocracia.
Lucio Costa, presidente do C. A. de Psicologia da UNIP, perguntou como ficaria a situação dos manicômios judiciários; chegou-se a conclusão, infelizmente, de que o assunto que foge da alçada do Ministério da Saúde, pois este não tem poder nenhum sobre os internos que estão cumprindo pena. Comentou-se que em alguns locais já existem políticas de inclusão para criminosos com psicopatologias, mas isto depende totalmente da posição de cada juiz.
Uma profissional da rede pública lembrou que este não era o momento de discutir quem era a favor ou contra o movimento, pois este já estava instituído; o que tinha que ser debatido agora era quais os próximos passos a dar para que se construam cada vez mais CAPS, como favorecer a inclusão, etc.
A audiência encerrou-se por volta de 22h40, muitas divergências acabaram por ficar no ar devido ao pouco espaço de tempo. Escrevo, então, para colocar as minhas considerações acerca da atual conjuntura do tema.
Uma crítica foi unânime: a falta de verbas. A lei prevê uma série de cuidados para com o portador de transtorno mental que se tornam impossíveis de serem praticados, tanto no contexto hospitalar, quanto no sistema de CAPS, que ainda está sendo implantado.
Acontece que, enquanto os profissionais estão preocupados em debater o tema entre eles, a luta acaba ficando restrita a uma pequena parcela da população. O Plenário da Câmara, que já é pequeno, não chegou a lotar; um grupo de estudantes compôs o público. Sabemos que, sem pressão popular, a política não acontece.
Cabe a nós, então, levar o debate adiante. Precisamos deixar de lado a erudição e a vaidade, e falar de igual pra igual com o pedreiro e a dona de casa. À medida que o assunto toma visibilidade, fica mais fácil cobrar das autoridades, sejam elas municipais, estaduais ou federais.
domingo, 4 de maio de 2008
O Reducionismo e a Estereotipia na Mídia Tradicional
Requentada é apelido, mas como nunca me pronunciei sobre o assunto aqui no blog, vou comentá-la.
Primeiro eles citam uma universidade como exemplo, no caso foi a UNIGRANRIO. Eles escolheram uma cujo sistema de aprovação é descaradamente ineficaz, mas há implícita uma crítica a vestibulares de universidades particulares em geral. Vestibular é modo de dizer, porque a maioria prefere o termo "processo seletivo".
Para tentar uma vaga na citada universidade, o aluno deve inscrever-se online, realizar a prova via internet na hora que quiser e o resultado vem por e-mail, meia hora depois. É óbvio que todos passam. Sendo assim, a equipe de reportagem, muito inovadora, convidou um grupo de crianças para realizar o teste e, claro, todos foram aprovados. Sim, eles foram superinovadores, afinal de contas, da última vez que uma matéria desse tipo foi veiculada (pelo mesmo jornal!), o "teste" foi feito com um analfabeto, e não com crianças. Muito originais.
Aí deram voz ao reitor da universidade. Ele foi muito enfático ao dizer que não dava o menor valor para os processos de seleção, e que, se dependesse dele, qualquer um poderia de matricular. É claro que sua fala foi cortada neste momento. Provavelmente, se ele pudesse terminar de falar, diria que a dificuldade em se inserir em determinada instituição não é termômetro para avaliar sua qualidade; que há, em toda e qualquer universidade, um processo de "seleção natural", assim como no mercado de trabalho, portanto, o fato de não haver um instrumento de seleção rígido não contribuía negativamente para a sociedade.
Mas não. A imagem que fica desta universidade (e de todas as outras onde todos são aprovados) é a de descompromisso com o ensino.
Não escrevo para defender universidades particulares, afinal, num sistema educacional ideal, todos teriam acesso gratuito do berçário ao doutorado, mas critico a mensagem subliminar de que o profissional formado pela particular é inferior ao da pública. Nada mais elitista, preconceituoso e medíocre.
Infelizmente, nada mais condizente com o atual contexto social. Numa sociedade onde é mais fácil ler um rótulo do que refletir, as pessoas que não entram numa universidade pública muitas vezes optam por perder anos das suas vidas em cursinhos ao invés de ingressar numa particular e se empenhar em ser um bom profissional. Muitos dos que têm condições de entrar numa pública (geralmente oriundos de colégios caros), aproveitam seus anos acadêmicos para cometer todo tipo de humilhação aos que não tiveram esta oportunidade, ao invés de usarem seus conhecimentos para o bem da população.
Os que entram em particulares, além do esforço natural para concluir o curso e se inserir no mercado de trabalho, têm sua auto-estima atacada a todo momento, e não raro precisam "provar" que podem ser tão competentes quanto os da pública.
Tudo isso chega a ser óbvio, mas a cada dia me certifico de que, pelo menos aqui, no capitalismo selvagem, universidade é troféu. O indivíduo passa a vida escolar se preparando, decorando tabela periódica, datas históricas e fórmulas matemáticas, ignorando outros aprendizados talvez mais importantes para sua vida, como noções de cidadania, convívio social e respeito ao próximo, para no final pegar seu prêmio: um diploma com o timbre de uma instituição de peso para emoldurar e pendurar na sua sala. Diploma esse que vai justificar qualquer ato que a pessoa venha a realizar profissionalmente, ainda que não traga benefício nenhum à humanidade.
Revista Provocare, número de Maio
A Revista Provocare acabou de sair da gráfica.Editada pela jornalista votorantinense Luciana Lopez é um dos poucos veículos alternativos da cidade.
sábado, 3 de maio de 2008
Felicidade sexual assegurada por lei
Uma deputada constituinte governista no Equador propôs que o direito das mulheres à felicidade sexual seja garantido pela lei do país.
Maria Soledad Vela, que faz parte da Assembléia que está reescrevendo a Constituição do país, alega que as mulheres são tradicionalmente vistas apenas como objetos sexuais ou como reprodutoras.
Agora, segundo ela, as mulheres deveriam ter o direito de tomar decisões “livres, responsáveis e informadas” sobre suas vidas sexuais.
O objetivo expresso da Assembléia Constituinte é, entre outras coisas, tentar garantir uma melhor distribuição de renda e direitos para as comunidades indígenas e para os pobres.
Para Soledad Vela, as mulheres não deveriam ser deixadas de lado nesta lista.
Mas suas propostas provocaram uma intensa resposta – em sua maioria, sem surpresas, dos homens.
O deputado constituinte de oposição Leonardo Viteri acusou-a de tentar decretar “orgasmo por lei”.
Soledad Vela respondeu às críticas dizendo que nunca pediu o direito ao orgasmo, mas somente o direito de “desfrutar do sexo em uma sociedade mais livre, justa e aberta”.
BBC-Brasil
Companheira Maria Soledad:
Pode contar com nossa solidariedade e apoio irrestrito.
De nossa parte, nós, homens da esquerda latino-americana, de todos os matizes, buscaremos garantir a felicidade sexual de nossas camaradas.
Pedimos apenas um pouco de colaboração. E expectativas mais realistas.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Soracaba na História mundial
Em 1 de Maio de 1910 a cidade recebia de um homem que ajudaria a definir o destino das ideologias na Europa, Alceste De Abris.quarta-feira, 30 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Última edição do Provocare FM
Entrevista com Fernandinho do bar Depois (26/10/2007)sexta-feira, 18 de abril de 2008
Uma blogueira socialista no governo espanhol

Anota aí. Tem 31 anos, blog, canal no YouTube, conta no Flickr e perfil no Twitter. Bibiana Aído é Ministra da Igualdade, do governo de José Luis Zapatero. Na Espanha, é conhecida como a ministra 2.0 e conta com um grande respaldo da blogosfera local.
Conforme comentei em outro post, mais cedo ou tarde, esse perfil de político que tem um conhecimento mais prático da rede vai aparecer, principalmente na hora em que essa geração que está crescendo junto com a web chegar aos centros de decisão.
Resta saber se essa postura de utilizar ferramentas de redes sociais será um diferencial daqui a alguns anos. Bem provável que não.
O que vale destacar no caso da ministra espanhola é que, pelo visto, o seu blog é atualizado por ela mesma e não por sua assessoria. Ela responde até a alguns comentários. E o mais importante - está utilizando essas ferramentas enquanto está no poder.
Pois, cá entre nós, são coisas diferentes. Um negócio é você usar essas plataformas de redes sociais enquanto está no poder.
Outra coisa é utilizar durante a campanha, como vem fazendo o Barack Obama e diversos outros candidatos para alcançar eleitorado.
A grande evolução mesmo é ser “social” no poder e não somente durante campanhas.
fonte: Tiago Dória
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A quem possa interessar...
- Monte sua programação com antecedência.
Ela já está disponível aqui. Nada mais chato do que pegar a programação na hora, não ter tempo de ler direito e deixar passar o show daquela banda que você adora.
- Ao se programar, leve em consideração a distância entre os locais.
Essa é outra dica meio babaca, mas ainda tem gente que acha que vai se locomover da Av. Paulista ao CEU Rosa da China em 5 minutos.
- Fuja do pop.
Não é preconceito. O fato é que pra assistir a um show de um artista muito conhecido, você precisa chegar ao local com horas de antecedência pra conseguir um lugar legal, se submeter a empurrões, baforadas de maconha, vomitadas, bêbados caindo sobre você, e todas as desvantagens de um lugar entupido de gente. Em 2006, foi assim no show do Cordel do Fogo Encantado, e em 2007, no Nação Zumbi. Cheguei em cima da hora, e a metros de distância do palco, mal ouvindo a música, ainda sofria com o empurra-empurra. Não cheguei a ver quase nada dos shows.
- Chegue com antecedência em locais com número limitado de pessoas.
Você corre o risco de ficar pra fora. Ano passado, no show da Central Scrutinizer Band, no Municipal, cheguei com 2h de antecedência e ainda assim peguei um lugar ruim.
- Aos bêbados, drogados e adolescentes em fase de auto-afirmação:
Saiba o seu limite. Se você beber/fumar/cheirar demais, além de perder o evento e correr risco de vida, pode atrapalhar a festa de gente que não tem nada a ver com isso. Não vomite na grama, porque ela pode ser a cama de alguém. Existem também banheiros químicos, pra que o centro de São Paulo não vire uma piscina de mijo às 6 da manhã. Deixe pra despirocar num final de semana comum.
- Cuidado com os pertences.
Leve só RG ou CNH na carteira. Dinheiro, sempre espalhado pelos bolsos/sapatos; evite andar com talão de cheques e cartões de crédito, você não vai usar. Acreditem, não é nada legal perder horas da virada sustando cartões no banco. Passei por isso em 2006.
- A gente quer comida, diversão e arte.
Se você vai com bolsa ou mochila, aproveite e leve alguma coisa tipo maçã, barra de cereal, frango com farofa... quanto menos você precisar parar pra comer em padarias ou lanchonetes, melhor. Ainda são poucas as que funcionam 24 horas, e elas costumam ficar abarrotadas de gente durante a madrugada. Já quanto as bebidas, não há porque se preocupar: em todo canto tem um ambulante vendendo de água a energético, e eles não costumam explorar no preço.
- Seja cara-de-pau...
... e faça contato com aquele amigo de São Paulo, pra que você tenha um lugar pra dormir se o cansaço apertar. Caso você não tenha ninguém, a grama do Anhangabaú, perto do palco de dança, é bem confortável.
- Observe os SEUS horários.
Pode não ser uma boa ver um filme iraniano às 9h, se você está acostumado a acordar tarde. Deixe as atividades mais "cabeça" pros horários que você acha que vai estar mais ativo.
- Esteja aberto.
O legal da virada é observar a mistura: de gente, de cores, de estilos, de sons... Quando tiver um buraco na programação, aproveite pra ver algo que você nunca viu: um show de rap, uma dança indígena... você pode se surpreender.
- Use roupas confortáveis.
Leve em consideração o tempo maluco de São Paulo, pra você não passar frio nem calor. Não pense que vai arrasar no visual descolado, porque na virada cultural, todo mundo é descolado. Ano passado, meu amigo foi sem sobrancelhas e nem chamou a atenção. Se quiser atrair olhares, vá de jeans, hering branca e um tênis que não seja all-star. Aí sim, as pessoas vão te olhar como se você fosse um alien.
- Não se sinta mal se não tiver companhia.
Já fui à Virada sozinha e acompanhada, e as duas experiências foram muito legais. Sozinha você tem mais autonomia pra fugir de uma atração que não tá gostando, ou desistir daquela outra porque tá com preguiça de andar até lá.
- Aproveite!!!
É só uma vez por ano...

