sábado, 17 de novembro de 2007

Livro de Hilda

O livro Estar Sendo. Ter sido é uma narrativa desconcertante. O último livro em prosa escrito pela escritora campineira Hilda Hilst tem um narrador que é um homem de 65 anos que larga tudo e espera a morte. Chama-se Vittorio, bebe todos os dias, prefere Martini seco. Viaja na criação de um roteiro que se confunde com a sua pacata rotina. Vive em uma casa perto da praia com o seu filho Junior e seu irmão Matias.
“Escrever é preencher folhas de papel com pânico e solidão, com a suspeita de ter perdido o rumo ou de nunca ter havido algum”, diz a nota do tradutor que transmite a aura do livro.

Ferik

No Brasil não existe pequena-burguesia

Percebi esses dias que a classe média (pequena-burguesia) no Brasil é um grupo intocável, ela simplesmente não é alvo de críticas.

Aparentemente ela não existe.

Equanto você tem opiniões diversas sobre os pobres e sobre os ricos, a classe média é o povo brasileiro. Identificamos o seu discurso quando eles se referm como o povo que paga impostos e ainda é obrigada a arcar com o convênio médico familiar e a escola do filho.

Na América Latina quando um esquerdista ou intelectual quer se referir a classe média ele usa o termo pequena-burguesia, no Brasil o termo simplesmente não é usado.

Apesar de Karl Marx se referir aos indivíduos desta classe por pequenos-burguêses, no Brasil o termo esta fora do discurso dos partidos socialistas, principalmente dos radicais.

Aqui existe o povo e a elite ou burguesia - a classe média faz parte do povo.

Eu ainda vou descobrir por que isso acontece no Brasil, se já não descobri.

Tenho ainda uma grande dúvida: Por quê no Brasil os partidos esquerdistas são tão influentes na classe média e tão insignificantes entre os trabalhadores?

Os partidos de esquerda fazem um dircurso direcionado a pequena-burguesia, mas eles não se assumem como pequena-burguesia, usam todas as palavras do vocabulário marxista, menos pequena-burguesia, é como se tivessem vergonha.

A classe média (pequena-burguesia) brasileira se formou ou se fez relevante na década de 70, ela lutou contra a ditadura militar/burguesa, infiltrou-se nos movimentos de esquerda e alçou, como diria Gramsci, a direção intelectual da sociedade.

Não ser socialista, para eles é uma coisa desconfortável por isso eles tem vergonha de ser pequenos-burgueses, até por que Marx e Lenin execravam os lideres pequeno-burgueses nos partidos socialistas.

A pequena-burguesia se define no maximo como classe média, mas classe média não é um conceito é um termo que não diz absolutamente nada. Classe média é uma coisa na Europa e outra na América, na Africa e no Islâ, pequena-burguesia é a mesma coisa em todos os lugares e é determinada historicamente.

Música Negra - Parte II

Capítulo II - O negro e a religião

A religião é mais um ponto onde o negro é discriminado. Ao chegar à terra onde era escravizado, devia imediatamente se converter aos costumes religiosos locais. Todas as suas práticas espirituais de até então eram consideradas demoníacas; e até hoje há uma crença muito forte de que candomblé e umbanda são do demônio. Com o tempo e a luta deste povo, a sonoridade dos cantos religiosos vêm ganhando cada vez mais destaque. Indico:

A Barca & Casa Fanti Ashanti – Baião de Princesas (CD)

O CD é do grupo brasileiro A Barca, e foi gravado em parceria com a Casa Fanti Ashanti, em São Luís do Maranhão. A Casa é um dos mais importantes centros culturais negros do país, onde se realizam cultos de candomblé, cura/pajelança, samba angola, ladainhas, procissões, festas do Divino e inúmeros rituais internos.

Mawaca – Aguerê de Iansã (música do CD Astrolábio Tucupira)

Trata-se de um orin (cantiga de candomblé). Baseando-se na estrutura do ritmo aguerê, foi criada uma melodia de apenas duas notas que utiliza expressões em iorubá próprias para invocar Iansã, a deusa guerreira que rodopia como vento com suas iaôs.

Mawaca – Maracatus (música do CD Astrolábio Tucupira)

Pot-pourri de Quando eu vim de Luanda e Luanda Miçanga, canções coletadas em Recife-PE, que remetem à cidade de Angola. Fala sobre características dos reinados africanos, como a rainha, o rei, a boneca negra. Parceria do Mawaca com os Meninos do Morumbi; seu líder baseou-se nos ritmos de maracatu tradicional e criou um outro maracatu, utilizando alguns instrumentos de percussão de escola de samba.

Música Negra

Salve!

Já que estamos em clima de dia da consciência negra, vamos falar um pouco de música black.

O princípio de qualquer explanação sobre qualquer assunto normalmente é conceituar o que se vai discutir. Com música negra isso fica bem difícil, já que é um tema absurdamente abrangente.

Pausa para um causo.

Certa noite estávamos eu e Ferik a perambular pelas ruas de Sampa a procura de uma baladinha interessante. Paramos em frente à Sarajevo, perguntamos ao segurança o que rolava lá, ele disse que aquela noite era música black. Imediatamente nos veio à mente James Brown, Jorge Ben, Kool & the Gang. Entramos felizes e contentes, e ao atravessar um corredor (com certa dificuldade, pois tinha muita fumaça no ar), nos deparamos com uma salinha minúscula com um DJ tocando uma mistura de reggae com hip-hop, vários caras de dread e muita, muita fumaça. Fomos para o fundo do local, onde tinha um barzinho, sentamos numa mesa com dois rapazes e ficamos divagando a respeito da diversidade disso que se chama de música black.

Enfim, a música negra se espalhou por todo o mundo, e em cada lugar que parou se misturou com a cultura local, o que fez com que se criassem vários estilos a partir de uma única raiz. Embora exista uma enorme diversidade de vertentes, em todas elas há características em comum, como o balanço e a sensualidade do negro. Além disso, por ser uma manifestação cultural de um povo excluído, muitas vezes acaba tomando a forma de protesto: um meio de resistir à dominação mantendo sua identidade cultural – o que, cá entre nós, torna esta arte bem mais interessante.

Como não sou etnomusicista, vou discorrer sobre o pouco que conheço a respeito do tema, portando será um texto parcial e incompleto. Mas é de coração... :)

Obs: descobrimos uma pista de samba-rock no último andar da Sarajevo e terminamos a noite por lá mesmo.

Para facilitar a postagem, o texto será dividido em sete capítulos.

Capítulo I - O início

Dizem que a humanidade começou na África; logo, as primeiras manifestações musicais devem ter surgido por lá. É óbvio que hoje, se dermos uma voltinha pelo continente, não veremos tribos com argolas nos narizes batucando tambores. No entanto, alguns grupos de pesquisa musical procuram resgatar estes sons e fazem um excelente trabalho, nos colocando frente a frente com o que há de mais visceral em termos musicais. Minhas dicas são:

Mawaca – Tambores de Mina
Barbatuques – Djengo

Fanta Konatê – obra completa

O cortejo fúnebre da Revolução

Quarta-feira fui a faculdade assistir o Seminário de comemoração dos 90 anos da Revolução Russa

Enquanto eu aguardava uma mesa que debateria o cinema revolucionário, avistei uma das cenas mais surreais já vistas por mim na USP.

Um grupo pequeno de rapazes e moças vestidos de preto (camisas de banda de rock) foi se aproximando do prédio da história tocando tambores num rítimo de suspense, parecia um funeral (lembrei também de uma cena de chegada da morte numa peça de teatro), dois deles carregavam uma bandeira do PCO enquanto outros panfletavam o boletim do partido.

Na verdade tratava-se da seção de um grupo de maracatu (que eram também militantes do PCO) indo ensaiar no gramado do outro lado do prédio da História, o trajeto até o local eles fazem sempre tocando, só que este grupo aproveitou para fazer propaganda do partido em frente a história, na USP os coletivos políticos sempre ensaiam maracatu.

Como o nome do Seminário era “Uma Jovem de 90 anos “ não pude ter outra reação a não fosse dizer: Será que Revolução morreu?? Isso parece um cortejo fúnebre!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Feira de Livros da USP

Pessoal, começará na quarta-feira que vem, dia 21 a Feira do Livro da USP. Como em todo ano, ela reúne várias editoras, das pequenas às grandes, como Editora 34, Cosac Naify e Nova Fronteira, oferecendo desconto de 50%!!!!!
Ou seja, se você quer comprar aquele lançamento que custa R$ 60, lá você o encontrará por R$ 30.
A feira, que ocorre sempre no mês de novembro, ficará na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFLCH) até sexta-feira, dia 23. Ela é muito badalada porque é a única oportunidade de se comprar livros pela metade do preço.

Uma dica: quem puder ir no dia 21, pode aproveitar a ida à USP e conferir às 18h30 no auditório do CRUSP, "Camargo Guarnieri", a palestra de Istvan Mezaros, que lançará seu livro "O desafio e o fardo do tempo histórico", da Boitempo Editorial e que custa R$ 57. Como é bem provável que a editora participe da feira, vc pode comprá-lo com desconto e levar para Mezáros autografar.

A retaguarda da tropa

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

I Salão Jornalista Escritor


Mesmo sendo feriado prolongado e uma quinta-feira de chuva em São Paulo o primeiro dia do I Salão Jornalista Escritor, promovido pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que está comemorando 100 anos, foi um sucesso.

O salão do Memorial da América Latina ficou lotado de jovens e profissionais da imprensa ávidos para assistir as palestras, entrevistas e os debates da programação, já que contou com nomes consagrados do jornalismo, como Luis Fernando Veríssimo (14h30), Ruy Castro (16h), Heródoto Barbeiro, Ricardo Kotscho (17h30) e fechando a atividade do dia com o convidado internacional, pensador da comunicação e da globalização, e diretor do Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet (20h).
O evento é gratuito, aberto ao público em geral, basta retirar senha uma hora antes de cada atividade. A programação irá até domingo, 18, e pode ser conferida no http://www.jornalistaescritor.org/. O Memorial da América Latina fica ao lado da Barra Funda.





Após a entrevista no auditório o jornalista e escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo faz sessão de autógrafos.

A primeira foto mostra a exposição de capas de livros do artista Elifas Andreato, no salão há também stands da editora Imprensa Oficial e da Livraria da Vila, onde pode ser comprados os livros de todos os convidados do I Salão Jornalista Escritor.

15/11

(mais sobre as palestras de Ruy Castro, Heródoto, Kotscho e Ramonet no http://www.fremitos.blogspot.com/)

Quando ouço a palavra cultura, puxo logo do revolver.
Joseph Göbbels, Ministro da Propaganda de Hitler

Biblioteca Zumbi dos Palmares

Um belo trabalho do pessoal do movimento cultural Rima e Revolução, a biblioteca comunitária Zumbi dos Palmares está completando dois anos, atendendo um dos bairros mais carentes da cidade, o Santo André II, num espaço sedido pela Cooperteto (cooperativa de moradores).
Josue, parabéns pela dedicação!
"Apesar dos obstáculos, as bibliotecas comunitárias já fazem parte da realidade de muitas pessoas, graças ao esforço de poucas." Josue

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Bancos ajudam a colocar a leitura em dia

Se você não se importar com conversas alheias, barulho de telefone tocando e com pessoas de todos os tipos te observando, um ótimo local para você terminar de ler um livro é na fila de banco. Claro que tem que ser uma leitura leve, que não exija tanta reflexão.
Eu estava com um livro de crônicas, do jornalista Ricardo Kotscho, para terminar. Tinha “abandonado” temporariamente a leitura porque surgiram algumas outras urgentes, mas sempre que saio de casa carrego comigo um livro, para me fazer companhia no ônibus.
Hoje levei esse, faltavam pouco mais de trinta páginas.
Quando cheguei no banco observei que a fila estava grande, sem estresse, saquei da bolsa o livro e comecei a ler. Para minha surpresa havia outra mulher na fila compenetrada em sua leitura. Tentei, mas não consegui ver o título do livro dela. Pura curiosidade.
Apesar de existir uma lei municipal que proíbe os bancos de deixarem seus clientes aguardando por mais de vinte minutos, fiquei lá por meia hora, tempo suficiente que me permitiu saborear cinco crônicas.
E já que estamos falando de lei não cumprida, há uma outra, um pouco mais recente, que obriga a colocação de biombos para conceder mais privacidade aos clientes. Nesse banco em que eu estava isso também não estava de acordo.
Mas então, voltando para o objetivo deste post, quero dizer que se você tem que andar de ônibus, enfrentar alguma fila e está com algumas leituras em “atraso”, não saia de casa sem um livro. Ele será muito útil para te entreter. Enquanto espera resolver seu compromisso poderá ter o prazer da leitura, o que ajudará a não estressar com o horário. Nos casos de filas de bancos, conseguirá reverter o não-cumprimento de uma lei em algum benefício para você.
Ferik

Reflita o que você é


A companhia de teatro Boa Companhia é de Campinas e completa 15 anos reunindo em sua trajetória peças de altíssima qualidade, devido à atuação de seu elenco de profissionais múltiplos. Eles captam a profundidade de cada texto, nada ali, nenhum movimento, é banal, superficial ou gratuito.
Assisti Primus em uma Viagem Teatral do Sesi de Sorocaba, não me lembro se foi em 2004 ou 2005. Já o Esperando Godot, de Beckett, mentor do teatro do absurdo, assisti em uma rara oportunidade, no Sesc, ano passado.
Quem puder dar um pulo em São Paulo, ou já estiver por lá entre 13/11 e 16/12, vale ir conferir esses espetáculos no Centro Cultural São Paulo, que fica na rua Vergueiro, metrô Paraíso.
Ferik

domingo, 11 de novembro de 2007

As grandes cabeças da minha geração

"Gostaria de escrever algo como "as grandes cabeças da minha geração", mas essa é toda uma linhagem de chatos queixosos. Encaro seus olhos e só vejo o reflexo do vazio em cada um de nós, entre óculos de aro grosso, orelhas amassadas, sob cabelos pintados de loiro, em diários na rede, programas de auditório e sessões sofisticadas de cinema, é tudo a mesma grande coisa, só a repetição dos padrões regurgitados e atitudes velhacas, como se nada mais houvesse ou fosse possível fora dessa nostalgia vazia"


João Paulo Cuenca, em Corpo Presente

sábado, 10 de novembro de 2007

Este blog dá azar


Só pode ser. Na quinta-feira escrevi um post sobre história e literatura, ou melhor, sobre como a literatura serviria como fonte para a história.

No post em questão, citei o exemplo do escritor Norman Mailer e seu romance Os Nus e os Mortos.

E para minha surpresa, morreu, na manhã deste sábado, em Nova York, o escritor norte-americano Norman Mailer. Ele estava com 84 anos, e foi vítima de falência dos rins. Ligado à contracultura, autor de 11 romances e vários ensaios e peças de teatro, Mailer foi um dos intelectuais mais famosos dos EUA nas últimas décadas.

Venceu duas vezes o prêmio Pulitzer e foi co-fundador da revista alternativa nova-iorquina "Village Voice". Mailer foi também um dos pais do "novo jornalismo", que ajudou a divulgar a partir dos anos 60 com artigos em dezenas de jornais e revistas.

É um blog predestinado: escrevi sobre Mailer na quinta e ele morre no sábado.

Prometo que amanhã escrevo algo sobre o Bush.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Cordel sorocabano sobre fuga de escravos - "Preto Pio"

O o poeta e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro lançará na próxima semana o cordel "A História do Preto Pio e a fuga de escravos de Capivari, Porto Feliz e Sorocaba". Narrando em versos a fuga em massa de escravos iniciada em Capivari em 1887, Carlos Cavalheiro recupera a história do líder Preto Pio - que morreu lutando pela liberdade na Serra do Cubatão quando se dirigia ao Quilombo do Jabaquara - e dessa fuga que teve repercussões importantes para a campanha abolicionista.

De acordo com o autor, depois dessa fuga o Clube Militar se recusou a dar caça aos escravos fugitivos; em Porto Feliz chegaram os imigrantes belgas para substituir a mão-de-obra que se escasseava; em Sorocaba foi declarada a abolição antecipada e em maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea.
"Dessa forma, recupera-se a importância do papel do próprio negro na luta contra a escravidão. A Lei Áurea assinada em 13 de Maio de 1888 foi resultado também da luta dos escravos"

A fuga de escravos de Capivari, chamada por José do Patrocínio de "Êxodo de Capivari" teve ainda auxílio dos caifazes de Antônio Bento que estavam à frente na campanha abolicionista de São Paulo. A história do Preto Pio foi brevemente tratada no livro do mesmo autor, lançado em dezembro de 2006, intitulado "Scenas da Escravidão - Breve ensaio sobre a escravidão negra em Sorocaba" e, ainda, nos livros "Perseverança III e Sorocaba", de José Aleixo Irmão; "A escravidão no Brasil", de Jaime Pinsky e "A Marcha" de Afonso Schmidt. Este último é provavelmente o livro que traz maiores informações sobre esse episódio esquecido de nossa história.

"A figura do Preto Pio é um exemplo, tanto quanto Zumbi ou mesmo Espartacus; com a vantagem de que o Pio era da nossa região, do Médio Tietê", defende o autor.
O cordel "A História do Preto Pio..." poderá ser encontrado em livrarias e em bancas de jornal da cidade de Sorocaba e Porto Feliz.
Fonte: Texto enviado pelo autor

O "Romance Policial Brasileiro"


Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs, e escritor apenas "simpático", que lança seu 5° romance, "Os Insones", disse, em entrevista, que procurar descobrir uma nova forma de escrita, mais original, criando, assim, o "Romance Policial Brasileiro", deixando de lado os grandes mestres norte-americanos.

Ora, Tony, é fácil. Quer conhecer o grande "Romance Policial Brasileiro"? Leia Rubem Fonseca.

"Mandrake", do canal HBO, baseada em personagem do mestre Rubem Fonseca. E é casado com Malu Mader,Em defesa de Tony Bellotto, diga-se que é um grande músico, e roteirista da série uma atriz linda, de uma beleza singular.

E ainda quer ser o "Grande Romancista Policial Brasileiro"?

Deixe um pouco para os outros.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cultura? Vamos falar de sexo! Sexo, mulheres e vinhos

Que “os homens preferem as loiras” eu não posso concordar, nem que “as mulheres preferem os milionários” como diz os titulos dos filmes de Merylin Monroe. Ouvi falar que em se tratando de mulheres e de vinhos não se pode ter o mínimo preconceito, nem de nacionalidade nem de classe.



Sobre a mulher eu já disse que preferi que fosse francesa, mas fiquei tantas vezes paralisado frente uma branquela polonesa que duvidei da seriedade dos meus desejos, tremi como um adolescente quando junto de uma nordestina atinada, japonesas amei centenas que... se elas soubessem! Negras maravilhosas me despertaram o mais “mescigênico” dos impulsos, por quantas vezes afirmarei ainda que só gosto das européias se no outro dia desdirei tudo por conta de uma nissei? Oh, vida cruel! Oh, diversidadel! Que mundo mais confuso e complicado!




Quem não ama o sorriso feminino / Desconhece a poesia de Cervantes


Che Guevara chegou a dizer que sua esposa, de tão feia lhe dera uma filha que mais parecia o Mao Tse Tung, mas o Che deve ser perdoado, ele também não gostava de vinho, talvez ele ainda não havia descoberto que em toda mulher há sempre algo que faz dela a mais linda, mas disto são poucos que sabem, Raul, Almodovar e Zé Ramalho .



Da mesma forma acontece com as bebidas, o alcool não tem partido . Não seria muito mais cômodo para nós comunistas se gostássemos apenas dos costumes da classe operária. apreciar uma branca cachaça é para mim um ato quase exótico, diria ideológico; melhor um bom vinho - hummm! - quando mais refinado e aristocrático melhor.




Quando penso no modo de produção capitalista, na luta de classe, na opressão estadunidense, na cultura de massa, quantas vezes criticamos ferozmente a indústria cultural norte-americana, o cinema, e de repente eis que nos vem à memória aquela Deusa - Merylin Monroe.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Literatura e História

Ao ler uma introdução de Ivan Pinheiro Machado ao livro "Ilusões Perdidas", de Balzac, deparei-me com a seguinte citação de Friedrich Engels (trecho de uma carta enviada a Marx):

"Aprendi mais em Balzac sobre a sociedade francesa da primeira metade do século (XIX), inclusive em seus pormenores econômicos (...), do que em todos os livros dos historiadores, economistas e estatísticos da época, todos juntos"

Afirmação bastante precisa, no que diz respeito a Balzac, e verdadeira também para outros escritores.

Posso mencionar um livro de Norman Mailer, Os nus e os mortos.

Diz mais sobre a segunda guerra mundial, no cenário do oceano pacífico, do que muitos tratados de história.

Deixo para os futuros historiadores - o Fábio, em especial - a sugestão de um levantamento das principais obras literárias de um período a ser estudado.

Não apenas como curiosidade estética, mas como fonte relativamente confiável de dados, de descrição dos costumes, da mentalidade, enfim, da sociedade de uma forma geral, num dado momento histórico.

domingo, 4 de novembro de 2007

A guerra dos sexos


"Ninguém jamais vencerá a guerra dos sexos: há muita confraternização entre os inimigos".


Henry Kissinger

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Justificativa de um macho alfa


Não sou homófobo: tenho nojo de homem.